quarta-feira, 25 de abril de 2012

CIDADE DE SÃO PAULO POSSUI MAIS DE 100 COOPERATIVAS DE RECICLAGEM TRABALHANDO DE FORMA INFORMAL

A cidade de São Paulo, com quase 11 milhões de habitantes que produzem diariamente um número próximo a 12 mil toneladas de lixo. Como a prefeitura do município não possui um sistema de coleta seletiva e reciclagem que atenda todos os moradores, é crescente o número de pessoas que se organizam para realizar o trabalho, são as cooperativas de reciclagem. São Paulo possui mais de vinte cooperativas reciclagem, que realizam um trabalho importantíssimo para o meio ambiente e para a saúde dos moradores do município. 

Além de atender as necessidades de parte da população, as cooperativas funcionam como uma atividade rentável para famílias, em sua maioria, de classes desfavorecidas socialmente. As equipes realizam todo o processo de reciclagem, da coleta nas residências e empresas até o processamento dos materiais recicláveis e a deposição correta paraa os resíduos desse processo.

A Coopercaps, localizada no bairro Jardim Satélite, zona sul de São Paulo realiza a coleta e processamento de vidros, papelão, metais e até mesmo óleo de cozinha. O trabalho é realizado coletando materiais nos bairros vizinhos no entorno do autódromo de Interlagos e emprega diretamente mais de vinte funcionários, que se revezam nas funções da organização.

O Sistema de cooperativas funciona como uma sociedade onde todos os funcionários são sócios do negócio, é eleita uma diretoria para as ações administrativas pelo período de, geralmente, dois anos. Todos os lucros são divididos entre os cooperados, independente da função desenvolvida por cada um deles.

Em 2010, o então presidente da República Federativa do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, sancionou a lei que criou o Política Nacional de Resíduos Sólidos, após longos 21 anos de tramitação no congresso. A lei tem como principais objetivos a redução, reutilização e tratamento de resíduos sólidos, destinação adequada dos rejeitos, promoção da inclusão social, aumento da reciclagem e incentivos a geração de emprego e renda para catadores de materiais recicláveis, que contempla o incentivo a cooperativas de catadores. 



A cidade de São Paulo possui pouco mais de 100 cooperativas, mas apenas 21 são cadastradas e recebem o material coletado pela prefeitura. Mesmo as cooperativas cadastradas possuem pouco incentivo e condições de trabalho como é o caso da Cooper Granja Julieta.

“Nosso material não fica separado como seria necessário por falta de espaço, nosso local de preparo do almoço fica num cômodo que era banheiro e adaptamos.” afirma a presidente da cooperativa Mara Sobral Santos, que conta ainda que a profissão precisa ser regularizada e lembrada pela prefeitura para que posso atender melhor aos moradores.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Projeto reúne crianças para dia de lazer


Desenvolver projetos de conscientização para o povo é o que eu mais gosto de fazer, são dois os projetos que me chamaram atenção: o elevado Costa e Silva, que foi fechado aos domingos para o público da região poder frequentar e o outro o Batuta o objetivo deste projeto é disseminar a importância do brincar no desenvolvimento saudável da criança, propiciando espaço e meio para sua vivência levando para seu público infantil uma Vã que se transforma em um espaço de lazer para ser brincado.
Através, de um veículo utilitário adaptado em brinquedoteca itinerante, o projeto BATUTA leva a prática do brincar, proporcionando momentos que valorizam o lúdico, o convívio e a cultura da infância. Direcionando também o olhar da sociedade para a importância do ato de Brincar ao democratizar e promover este direito assegurado por lei.
A brincadeira proporciona a criança a desenvolver suas habilidades motoras. A criança começa acreditar e a sonhar desenvolvendo e criando sua própria maturação.
Hoje São Paulo sofre por áreas públicas para diversões infantis, por este motivo o inicio deste projeto aconteceu em 2008 chegando a ganhar o prêmio em 2009 MINC como ponto de Cultura, mesmo assim, tivemos algumas dificuldades para encontrar colaboradores que junto a nossa equipe produzisse tal projeto.
Adriano Silva de Oliveira, hoje com 13 anos e nascido em São Paulo e criado no bairro de Heliópolis teve a oportunidade de conhecer o projeto quando foi até o bairro onde mora.

“Não tinha nenhum lugar para eu brincar, mas com este projeto consegui começar a sonhar, pois já havia tempo que eu estava pensando em ir para o outro lado, que acredito que não era o correto” diz Adriano.










Adriano disse que quando conheceu o projeto tinha 9 anos, ele aprendeu a dividir o que ele não tinha oconhecimento.
Posso dizer que mudou tudo em minha vida, principalmente as outras criança que mostraram que existem pessoas piores do que eu, que existia famílias totalmente piores que a minha.
Neste projeto dividia brinquedos e livros, objetos que eu pensei em nunca ter.
Entre estes quatro anos de inda e vinda que se deu mais ou menos umas 40 vezes, normalmente eles vinham em torno de uma vez ao mês e hoje o sigo por outros bairros, pois faço parte do projeto sendo voluntário, hoje consigo ler e desenvolver os meu conhecimento que possibilitou a melhoria na escola, principalmente a minha leitura e escrita.
Toda a criança começa sua maturação dos 4 aos 7 anos de idade, é neste período que elas começam a desenvolver seu perfil psicológico criando sua personalidade.
Para acriança se desenvolver é quando brincam com outras crianças, colocar brinquedos como o quebra- cabeça faz com que as crianças desenvolvam o seu lado de raciocínio e noção de espaço dando para as criança alto confiança e conhecimento.
Podemos sim, principalmente, pois elas criam sua própria personalidade que não permite o outro de ruim chegar perto, hoje tivemos mais 45% que saíram das drogas e começaram viver sua fase infantil.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

ARGENTINOS TRABALHAM 10 ANOS PARA CONSEGUIREM 28 DIAS DE FÉRIAS

Direitos dos trabalhadores argentinos ainda está longe da realidade brasileira

À partir da Consolidação das Leis Trabalhistas, CLT, os trabalhadores brasileiros passaram a gozar de diversos benefícios e/ou direitos como por exemplo o direito a trinta dias de descanso quando o mesmo completa um ano ininterrupto de trabalho, sejam empresas privadas ou órgãos públicos. A realidade dos trabalhadores argentinos é bem diferente, onde o trabalhador precisa completar longos dez anos de empresa para que garanta o direito a trinta dias de férias.

Direito conhecido e usufruído pela maioria dos trabalhadores brasileiros as férias, de trinta dias, são adquiridas quando o trabalhador completa doze meses de trabalho e atende algumas exigências como por exemplo não somar mais de trinta e duas faltas no período, deixar o emprego e não for recontratado no período de sessenta dias ou estiver recebendo auxílio da Previdência Social por mais de seis meses. Antes do então presidente da república Getúlio Vargas sancionar a lei que cria a CLT, já existiam diversas leis trabalhistas e previdenciárias só que de forma desorganizada, o que a lei proporcionou foi uma revisão e unificação das leis.


Na Argentina, a lei de contrato de trabalho, que dá diretrizes para férias e licenças, garante a aquisição de férias de uma maneira um pouco diferente da que conhecemos no Brasil. O trabalhador que completa um ano de trabalho, respeitando exigências como aquelas da CLT brasileira já citadas anteriormente, garante o direito a quatorze dias de férias, ao completar cinco anos garante o direito a vinte e um dias de descanso, após dez anos de trabalho o cidadão argentino terá direito a vinte e oito dias de férias e, finalmente, completando longos vinte anos de trabalho adquirirá o direito a trinta e cinco dias de férias, lembrando que se o trabalhador resolver trocar de empresa a contagem do período aquisitivo será zerada.

Guillermo Stoppello, 26, estudante de administração de empresas e chefe do departamento administrativo de uma empresa do segmento de limpeza e extração de gases, em Buenos Aires, demonstrou espanto ao saber como funcionam as férias no Brasil. “trinta dias após um ano de trabalho? que ótimo!, é preciso saber exatamente como funcionam essas férias no Brasil e se existe algum impacto na economia, afinal não adianta ter direito a férias mais longas se isso for gerar desemprego, por exemplo”, afirmou o estudante.




O sindicalista Julian Pérez, do sindicato Maestranza, que representa a categoria de trabalhadores de Stoppello, afirma que é constante a luta por direitos e benefícios para a categoria. “ Nos últimos anos tivemos, aqui na Argentina, diversos problemas com desemprego e, por esse motivo, nossas lutas voltaram-se mais para políticas que proporcionem a abertura de novos postos de trabalho e a diminuição da taxa de desemprego”. Pérez, afirmou ainda que percebe que se o sindicato tivesse mais representantes no governo, poderiam exigir mais melhorias para os trabalhadores. “ Claro que entendo o quanto é importante um período adequado de descanso para a saúde dos trabalhadores, mas só com uma maior representatividade dentro do governo conseguiremos mais benefícios para os trabalhadores”, afirmou o sindicalista.


A disparidade não ocorre somente no eixo Brasil-Argentina, confira abaixo o período de férias garantido aos trabalhadores de outros países:

* Informações do relatório Worldwide Benefit and Employment Guidelines

Austrália
Os trabalhadores recebem cerca de quatro semanas de descanso.
Alemanha
As férias mínimas a que se tem direito são de 24 dias por ano, sem contar os domingos e os feriados.
Espanha
São 22 dias de folga.

México
São seis dias de descanso no primeiro ano, aumentando dois dias a cada ano até chegar ao máximo de 12 dias em quatro anos. A partir desse período, são incluídos dois dias a cada cinco anos.
China
Apenas dez dias de férias por ano.
Japão
Com mais de seis meses de emprego sem interrupção, o trabalhador folga 10 dias, em dois anos, 12. Ao longo do tempo, é difícil conseguir mais de 20 dias de férias. Mas no país existem 14 feriados nacionais.
Canadá
São dez dias de férias que podem chegar a duas semanas dependendo do governo local.
Índia
O país oferece 12 dias de férias por um ano de trabalho.